sábado, 15 de julho de 2023
Eu não aguento mais sentir dor.
São três horas da manhã. Todo mundo na casa está dormindo. Ninguém lê esse blog. De certa forma, isso é libertador. Sinto que é como falar para uma casa vazia. Pode ser que algum vizinho te escute, mas hoje em dia eu não ligo. Todo mundo me odeia. Minha família me odeia, minha esposa me odeia, meus colegas de trabalho me odeiam, minha filha me odeia, eu só tenho dois amigos no mundo, e a única pessoa que iria sentir minha falta se eu morresse ia ser o meu filho. Esse sou eu. Eu não sei porque exatamente as pessoas me odeiam, só sei que elas não querem que eu seja quem eu sou. Ninguém se importa com o que eu penso, com o que eu quero, ou mesmo com o que eu preciso. A única coisa que as pessoas se importam é que eu faça as coisas pra elas. Rápido e sem reclamar. Ah, é... Dor. A dor voltou. Passou por quinze minutos enquanto eu escrevia isso, mas voltou. O teclado do celular não ajuda a escrever rápido. Eu não sei quando a dor começou. Desde que eu me lembro ela sempre esteve aqui. Estava lá quando eu era criança. Uma pontada, como se alguém espetasse o seu cérebro com uma agulha. Eu preciso me concentrar a cada instante pra não sentir a dor. Eu aprendi a me concentrar a cada instante. Cresci assim. Abandonei os sentimentos e as emoções porque sempre que eu deixava alguma emoção fluir, junto com ela vinha a dor. A única coisa que não causava dor era a raiva. Eu não sei o que é essa dor e eu não lembro quando começou, mas eu sei quando começou a ficar pior. Foi quando a minha primeira esposa começou a me torturar psicologicamente. Agia como uma santa na frente das pessoas. Sozinhos, acelerava o carro a altas velocidades e ameaçava jogar contra o poste. Falei com pessoas sobre isso. Ninguém ligou. "Era minha culpa, eu era um mau marido. Tinha que me esforçar mais. Se ela agia assim tinha motivo." Quando eu dei um basta no casamento, a primeira coisa que saiu da boca da minha mãe foi "se você se separar dela como eu vou poder continuar conversando com a mãe dela pelo telefone?" Ela disse que não aceitaria o divórcio se a minha ex-esposa não quisesse. Que me obrigaria a voltar. Que eu deveria suportar o que estava acontecendo. Que eu deveria me esforçar mais como marido. Ninguém, em nenhum momento, virou pra ela e disse "escuta, você já pensou em parar de maltratar o seu marido?" Ninguém cogitou em algum momento a ideia de que ela poderia ter uma parcela de culpa. Três e meia. Escrever no teclado do celular é realmente ruim pra textos longos. A dor diminuiu um pouco. Ela tem piorado pouco a pouco todos esses anos desde então. Cada vez que alguém grita comigo eu sinto... Algo... Rachando? Como as paredes de um prédio ou algo assim. Rachaduras aumentando ou aparecendo novas. Não sei o que isso significa, mas eu sinto que vou morrer disso um dia, se continuar. Não sei explicar mas sinto que isso está me rachando por dentro, e que eu vou estilhaçar como vidro um dia. A dor me leva ao limiar a sanidade. Sinto que ela me enlouquece. Ela me causa depressões fortíssimas, às vezes debilitantes. Tem dias que não consigo andar. Tem dias que meu peito aperta como se alguém estivesse me amassando como massa de pão. Na maior parte dos dias sinto vontade de cortar os meus braços. Não pra cometer suicídio, embora muitas vezes a dor é tanta que eu realmente desejo morrer. Mas pra sentir outra dor. Qualquer coisa que faça eu esquecer essa dor. Hoje em dia ela nunca passa. É como alguém constantemente apertando o meu braço. A minha perna. O meu peito. E se eu perder a concentração a dor piora. Três e quarenta. Não consigo dormir. A dor não me deixa relaxar. A única maneira de dormir é alcançar a exaustão, onde o cansaço vence a dor. A dor não é física, ela não existe. Para todos os fins médicos, o meu corpo é saudável. De fato, provavelmente mais saudável do que a maioria. Mas a dor está aqui e não está e ela não vai embora. Estou cansado de sentir dor. Três e quarenta e cinco. Eu só queria que as pessoas parassem de gritar comigo.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Chapolin Colorado 2099 - Capítulo 4 - Queda Livre, Parte 1
(English version below)
Algumas coisas são sempre notícia, mesmo que aconteçam repetidas vezes. Quedas de aviões, trens descarrilhados, grandes acidentes de trânsito, assaltos a banco. À medida que a tecnologia avança, e sempre avança, o resultado de tais fatalidades pode ser sombrio, certamente. Não importa quantas redundâncias, protocolos de segurança e checagens de manutenção agendadas você tenha disponível para você, às vezes as coisas dão errado, de todas as maneiras certas para que nada disso importe, e o desastre ocorre, e os envolvidos podem fazer pouco além de se perguntar se não há alguém para os defender? Em meados do século 21, as viagens espaciais a lazer se tornaram moda.
"Tinha muitos gritos, pensei que todos íamos morrer, mas então ele saiu de um dos banheiros do avião dizendo 'eu vou' ", disse o passageiro, arrolado como testemunha. "Então, você não sabe se as palavras foram realmente ditas?" perguntou o policial. "Não, tinha muitos gritos, como eu disse. Eu sei que eu não disse.", ele respondeu. "Compreendo, e depois o que aconteceu?", perguntou novamente o policial. "Todos estavam gritando: 'É o Grilo Vermelho!', mas ele voltou para dentro do banheiro", ele respondeu. "Por que?" pressionou o policial. "Para dar a descarga, eu acho", disse ele. "Para dar a descarga? Em um avião espacial, em queda? Ele voltou, para dar a descarga?" perguntou o policial. "Ele fez isso, sim, e depois lavou as mãos", concluiu o homem. "Esta é a coisa mais ridícula que já ouvi neste caso, até agora, e este sendo o caso mais ridículo, de todos os tempos. Vamos recapitular. Você está dizendo que o lendário Grilo Vermelho saiu de um banheiro no meio de um vôo espacial super-seguro, apesar de ninguém ver quando ele entrou no vôo, apesar de todos os passageiros serem contabilizados, toda a tripulação ser contabilizada, e a equipe me assegurar de que os procedimentos de segurança se certificaram de que o avião estava vazio antes de levantar vôo? E então, ele voltou calmamente, deu a descarga, e lavou as mãos. Enquanto o avião estava em queda livre. Esqueci alguma coisa? " disse o policial. "Não sei sobre os procedimentos de segurança, mas sim, é exatamente isso." respondeu o passageiro.
O policial perambulou pela sala, olhando suas notas, vez após vez. "Se o seu testemunho não batesse com o dos outros passageiros, eu diria que você ficou temporariamente insano devido à situação. Então, ou isso é um caso de alucinação coletiva, ou eu tenho uma pessoa com poderes divinos e senso de etiqueta apropriada salvando pessoas aleatórias por aí da morte certa. Tenho certeza de que isso fará o meu trabalho mais interessante daqui pra frente. Você pode descrevê-lo? " perguntou o policial. "Parecia um adolescente, não era muito alto. Camisa vermelha com um grande coração amarelo e jeans azul. Um boné vermelho cobrindo parte do rosto. Tinha duas pequenas antenas anexadas a ele com pequenas bolinhas amarelas. Ele estava carregando um martelo de plástico amarelo." respondeu o passageiro. "Um martelo de plástico amarelo. Incrível. Continuando. Então, o que aconteceu?" pressionou o policial, cansado. "Ele disse: 'não contavam com minha astúcia', fez uma pequena dancinha e uma música tocou nos alto-falantes do avião." respondeu o passageiro. "Isso continua ficando cada vez melhor. Uma música tocou, ok. Que tipo de música?" perguntou o policial. "Clarinetes. Tipo ... Tipo ... Como nos filmes daquela empresa! Mas não a mesma música." disse o passageiro, triunfante. O policial coçou a própria testa ao ouvir isso e, na verdade, não querendo continuar, disse mesmo assim: "E então, o quê?" "E então ele entrou na cabine do piloto", respondeu o passageiro.
------
Some things are always news, even when they happen over and over. Crashing airplanes, runaway trains, big traffic accidents, bank heists. As technology advances, and it always advances, the outcome of such fatalities may be grim, indeed. No matter how many redundancies, safety protocols and scheduled maintenance checkups you have available to you, sometimes things go all wrong all the right ways that make this all void, and disaster ensues, and those involved can do little but wonder if there wasn't anybody to defend them? By the middle of the 21st century, leisure space travel became a thing.
"There was a lot of screaming, I thought we were all going to die, but then he left one of the plane's bathrooms saying 'I will.'", said the passenger, taken as a witness. "So you don't know if the words were actually said?", asked the cop. "No, there was a lot of screaming, as I said. I know I didn't.", he answered. "I see, and then what happened?", asked again the cop. "Everybody was yelling, 'It's the Red Cricket!' but he went back to the bathroom stall.", he answered. "What for?" pressed the cop. "To flush it, I believe.", said him. "To flush it? In a falling spaceplane? He went back in, to flush it?", asked the cop. "He did that, yes, and then washed his hands.", finished the man. "This is the most ridiculous thing I've heard on this case, so far, and this itself being the most ridiculous case, ever. Let's recap. You're saying the fabled Red Cricket exited a bathroom stall in the middle of a super-secure spaceflight, in spite of nobody seeing he enter the flight, in spite of all passengers being accounted for, all crew being accounted for, and the crew assuring me that the security procedures made sure the plane was empty before taking flight. That's it? And then he calmly went back in, flushed it and washed his hands. While the plane was in freefall. Did I miss anything?", went on the cop. "I don't know about security procedures, but yes, that's about it." answered the passenger.
The cop paced around the room, looking at his notes, over and over. "If your account didn't match the other passengers', I'd say you went temporarily insane due to the situation. So I either chalk it up to collective hallucination, or I have a person with godlike powers and proper sense of etiquette going around saving random people from certain death. I'm sure this will make my job more interesting from now on. Can you describe him?" asked the cop. "Looked like a teenager. Not very tall. Red shirt with a big yellow heart on it, and blue jeans. A red cap covering half his face. It had two small antennae attached to it with small yellow balls on them. He was carrying an yellow plastic hammer." answered the passenger. "An yellow plastic hammer. Amazing. Moving on. Then what happened?" pressed the cop, tired. "He said, 'Nobody counted on my wits', did a little jig and a music played on the plane speakers." answered the passenger. "This keeps getting better and better. A music played, ok. What kind of music?" asked the cop. "Clarinets. Like... Like... Like on the movies from that company! But not the same music." said the passenger, triumphantly. The cop face-palmed upon hearing that and, not really wanting to go on, still said "And then what?" "And then he went into the pilot cabin.", answered the passenger.
Algumas coisas são sempre notícia, mesmo que aconteçam repetidas vezes. Quedas de aviões, trens descarrilhados, grandes acidentes de trânsito, assaltos a banco. À medida que a tecnologia avança, e sempre avança, o resultado de tais fatalidades pode ser sombrio, certamente. Não importa quantas redundâncias, protocolos de segurança e checagens de manutenção agendadas você tenha disponível para você, às vezes as coisas dão errado, de todas as maneiras certas para que nada disso importe, e o desastre ocorre, e os envolvidos podem fazer pouco além de se perguntar se não há alguém para os defender? Em meados do século 21, as viagens espaciais a lazer se tornaram moda.
"Tinha muitos gritos, pensei que todos íamos morrer, mas então ele saiu de um dos banheiros do avião dizendo 'eu vou' ", disse o passageiro, arrolado como testemunha. "Então, você não sabe se as palavras foram realmente ditas?" perguntou o policial. "Não, tinha muitos gritos, como eu disse. Eu sei que eu não disse.", ele respondeu. "Compreendo, e depois o que aconteceu?", perguntou novamente o policial. "Todos estavam gritando: 'É o Grilo Vermelho!', mas ele voltou para dentro do banheiro", ele respondeu. "Por que?" pressionou o policial. "Para dar a descarga, eu acho", disse ele. "Para dar a descarga? Em um avião espacial, em queda? Ele voltou, para dar a descarga?" perguntou o policial. "Ele fez isso, sim, e depois lavou as mãos", concluiu o homem. "Esta é a coisa mais ridícula que já ouvi neste caso, até agora, e este sendo o caso mais ridículo, de todos os tempos. Vamos recapitular. Você está dizendo que o lendário Grilo Vermelho saiu de um banheiro no meio de um vôo espacial super-seguro, apesar de ninguém ver quando ele entrou no vôo, apesar de todos os passageiros serem contabilizados, toda a tripulação ser contabilizada, e a equipe me assegurar de que os procedimentos de segurança se certificaram de que o avião estava vazio antes de levantar vôo? E então, ele voltou calmamente, deu a descarga, e lavou as mãos. Enquanto o avião estava em queda livre. Esqueci alguma coisa? " disse o policial. "Não sei sobre os procedimentos de segurança, mas sim, é exatamente isso." respondeu o passageiro.
O policial perambulou pela sala, olhando suas notas, vez após vez. "Se o seu testemunho não batesse com o dos outros passageiros, eu diria que você ficou temporariamente insano devido à situação. Então, ou isso é um caso de alucinação coletiva, ou eu tenho uma pessoa com poderes divinos e senso de etiqueta apropriada salvando pessoas aleatórias por aí da morte certa. Tenho certeza de que isso fará o meu trabalho mais interessante daqui pra frente. Você pode descrevê-lo? " perguntou o policial. "Parecia um adolescente, não era muito alto. Camisa vermelha com um grande coração amarelo e jeans azul. Um boné vermelho cobrindo parte do rosto. Tinha duas pequenas antenas anexadas a ele com pequenas bolinhas amarelas. Ele estava carregando um martelo de plástico amarelo." respondeu o passageiro. "Um martelo de plástico amarelo. Incrível. Continuando. Então, o que aconteceu?" pressionou o policial, cansado. "Ele disse: 'não contavam com minha astúcia', fez uma pequena dancinha e uma música tocou nos alto-falantes do avião." respondeu o passageiro. "Isso continua ficando cada vez melhor. Uma música tocou, ok. Que tipo de música?" perguntou o policial. "Clarinetes. Tipo ... Tipo ... Como nos filmes daquela empresa! Mas não a mesma música." disse o passageiro, triunfante. O policial coçou a própria testa ao ouvir isso e, na verdade, não querendo continuar, disse mesmo assim: "E então, o quê?" "E então ele entrou na cabine do piloto", respondeu o passageiro.
------
Some things are always news, even when they happen over and over. Crashing airplanes, runaway trains, big traffic accidents, bank heists. As technology advances, and it always advances, the outcome of such fatalities may be grim, indeed. No matter how many redundancies, safety protocols and scheduled maintenance checkups you have available to you, sometimes things go all wrong all the right ways that make this all void, and disaster ensues, and those involved can do little but wonder if there wasn't anybody to defend them? By the middle of the 21st century, leisure space travel became a thing.
"There was a lot of screaming, I thought we were all going to die, but then he left one of the plane's bathrooms saying 'I will.'", said the passenger, taken as a witness. "So you don't know if the words were actually said?", asked the cop. "No, there was a lot of screaming, as I said. I know I didn't.", he answered. "I see, and then what happened?", asked again the cop. "Everybody was yelling, 'It's the Red Cricket!' but he went back to the bathroom stall.", he answered. "What for?" pressed the cop. "To flush it, I believe.", said him. "To flush it? In a falling spaceplane? He went back in, to flush it?", asked the cop. "He did that, yes, and then washed his hands.", finished the man. "This is the most ridiculous thing I've heard on this case, so far, and this itself being the most ridiculous case, ever. Let's recap. You're saying the fabled Red Cricket exited a bathroom stall in the middle of a super-secure spaceflight, in spite of nobody seeing he enter the flight, in spite of all passengers being accounted for, all crew being accounted for, and the crew assuring me that the security procedures made sure the plane was empty before taking flight. That's it? And then he calmly went back in, flushed it and washed his hands. While the plane was in freefall. Did I miss anything?", went on the cop. "I don't know about security procedures, but yes, that's about it." answered the passenger.
The cop paced around the room, looking at his notes, over and over. "If your account didn't match the other passengers', I'd say you went temporarily insane due to the situation. So I either chalk it up to collective hallucination, or I have a person with godlike powers and proper sense of etiquette going around saving random people from certain death. I'm sure this will make my job more interesting from now on. Can you describe him?" asked the cop. "Looked like a teenager. Not very tall. Red shirt with a big yellow heart on it, and blue jeans. A red cap covering half his face. It had two small antennae attached to it with small yellow balls on them. He was carrying an yellow plastic hammer." answered the passenger. "An yellow plastic hammer. Amazing. Moving on. Then what happened?" pressed the cop, tired. "He said, 'Nobody counted on my wits', did a little jig and a music played on the plane speakers." answered the passenger. "This keeps getting better and better. A music played, ok. What kind of music?" asked the cop. "Clarinets. Like... Like... Like on the movies from that company! But not the same music." said the passenger, triumphantly. The cop face-palmed upon hearing that and, not really wanting to go on, still said "And then what?" "And then he went into the pilot cabin.", answered the passenger.
domingo, 10 de abril de 2016
Chapolin Colorado 2099 - Capítulo 3 - Eu
(English version below)
Em um mundo fora dos trilhos, as pessoas irão se agarrar a qualquer aparência de uma vida normal. De muitas maneiras, mesmo quando os serviços essenciais estão falhando, a vida continua. Muitas áreas podem cair nas mãos de gangues criminosas e sindicatos, mas em algumas, a semelhança do controle do governo ainda vai existir. Aqueles que têm trabalho vão para o trabalho. Os ônibus e trens ainda circulam, se existirem. Policiais ainda vão fazer as suas rondas, prendendo aqueles que ameaçam esses pequenos bolsões de civilização.
"Você estava bêbado até não poder mais, foi o que aconteceu!" Os companheiros de cela riram da cara do novato enquanto contava a eles sua história. "Você falou demais, foi espancado por um cara qualquer em um beco, foi preso e agora está dizendo a todos que você foi preso por um super-herói, mas, por favor, diga-nos mais sobre como você foi preso pelo lendário Grilo Vermelho. Conte tudo de novo."
"É verdade, eu juro. E eu só tinha bebido algumas cervejas. Eu não estava tão bêbado. Eu vi esse idiota sair pela porta dos fundos em direção ao beco com sua mina, ambos tão bêbados que não conseguiam nem andar em linha reta. Pensei que eles eram alvos fáceis, então eu fui atrás deles atrás de algum dinheiro fácil. Eu puxei a faca, e a menina ficou sóbria bem rápido. O cara tentou ensaiar uma luta, mas eu fiz ele botar a janta pra fora com uma sólido golpe no estômago. A menina estava gritando a plenos pulmões por ajuda, e eu juro que não havia ninguém lá, e ninguém iria vir mesmo. Ela disse 'oh, Deus, não há ninguém para me defender?' e então ele estava lá, encostado na parede, boné vermelho cobrindo o rosto, camisa vermelha com um coração amarelo grande e os fones de ouvido vermelhos e amarelos, e ele disse, 'eu vou.' E então ele estava bem na minha cara em um piscar de olhos, me batendo com aquele martelo de plástico. Senti que fui atingido por um caminhão. Eu voei para trás, bati no muro, e acordei aqui."
------
In a world without bearings, people will grasp at any semblance of a normal life. In many ways, even when utilities are failing, life will go on. Many zones may fall in the hands of criminal gangs and syndicates, but in some, a resemblance of government control may still exist. Those who have work will go to work. The buses and trains will still be running, if available. Beat cops will still do their rounds, arresting they who threathen those small pockets of civilization.
"You were drunk out of your mind, that's what happened!" The cellmates laughed at the new guy as he told them his story. "You talked too much, got beaten up by some random guy in an alley, got arrested and now you're telling everyone you were arrested by a superhero but, please, tell us more about how you were arrested by the legendary Red Cricket. From the start, if you will."
"It's true, I swear. And I only had a few beers. I was not that drunk. I saw this twerp walking out the back door into the alley with his girl, both so drunk they couldn't even walk straight. I thought they were easy marks, so I went after them after some quick cash. I pulled the knife out, but the girl sobbered up real quick. The guy tried to put up a fight, but I knocked the wind outta him with a solid one on the stomach. The girl was screaming her lungs out for help, and I swear that there was nobody there, and nobody was coming. She said 'oh, God, is there nobody to defend me?' and then he was there, leaning on the wall, red cap covering his face, red shirt with a big yellow heart and the red and yellow earpieces, and he said, 'I will.' And then he was right in my face in a blink hitting me with that plastic hammer, but it felt like I was hit by a truck. I flew back, hit the wall, and woke up here."
Em um mundo fora dos trilhos, as pessoas irão se agarrar a qualquer aparência de uma vida normal. De muitas maneiras, mesmo quando os serviços essenciais estão falhando, a vida continua. Muitas áreas podem cair nas mãos de gangues criminosas e sindicatos, mas em algumas, a semelhança do controle do governo ainda vai existir. Aqueles que têm trabalho vão para o trabalho. Os ônibus e trens ainda circulam, se existirem. Policiais ainda vão fazer as suas rondas, prendendo aqueles que ameaçam esses pequenos bolsões de civilização.
"Você estava bêbado até não poder mais, foi o que aconteceu!" Os companheiros de cela riram da cara do novato enquanto contava a eles sua história. "Você falou demais, foi espancado por um cara qualquer em um beco, foi preso e agora está dizendo a todos que você foi preso por um super-herói, mas, por favor, diga-nos mais sobre como você foi preso pelo lendário Grilo Vermelho. Conte tudo de novo."
"É verdade, eu juro. E eu só tinha bebido algumas cervejas. Eu não estava tão bêbado. Eu vi esse idiota sair pela porta dos fundos em direção ao beco com sua mina, ambos tão bêbados que não conseguiam nem andar em linha reta. Pensei que eles eram alvos fáceis, então eu fui atrás deles atrás de algum dinheiro fácil. Eu puxei a faca, e a menina ficou sóbria bem rápido. O cara tentou ensaiar uma luta, mas eu fiz ele botar a janta pra fora com uma sólido golpe no estômago. A menina estava gritando a plenos pulmões por ajuda, e eu juro que não havia ninguém lá, e ninguém iria vir mesmo. Ela disse 'oh, Deus, não há ninguém para me defender?' e então ele estava lá, encostado na parede, boné vermelho cobrindo o rosto, camisa vermelha com um coração amarelo grande e os fones de ouvido vermelhos e amarelos, e ele disse, 'eu vou.' E então ele estava bem na minha cara em um piscar de olhos, me batendo com aquele martelo de plástico. Senti que fui atingido por um caminhão. Eu voei para trás, bati no muro, e acordei aqui."
------
In a world without bearings, people will grasp at any semblance of a normal life. In many ways, even when utilities are failing, life will go on. Many zones may fall in the hands of criminal gangs and syndicates, but in some, a resemblance of government control may still exist. Those who have work will go to work. The buses and trains will still be running, if available. Beat cops will still do their rounds, arresting they who threathen those small pockets of civilization.
"You were drunk out of your mind, that's what happened!" The cellmates laughed at the new guy as he told them his story. "You talked too much, got beaten up by some random guy in an alley, got arrested and now you're telling everyone you were arrested by a superhero but, please, tell us more about how you were arrested by the legendary Red Cricket. From the start, if you will."
"It's true, I swear. And I only had a few beers. I was not that drunk. I saw this twerp walking out the back door into the alley with his girl, both so drunk they couldn't even walk straight. I thought they were easy marks, so I went after them after some quick cash. I pulled the knife out, but the girl sobbered up real quick. The guy tried to put up a fight, but I knocked the wind outta him with a solid one on the stomach. The girl was screaming her lungs out for help, and I swear that there was nobody there, and nobody was coming. She said 'oh, God, is there nobody to defend me?' and then he was there, leaning on the wall, red cap covering his face, red shirt with a big yellow heart and the red and yellow earpieces, and he said, 'I will.' And then he was right in my face in a blink hitting me with that plastic hammer, but it felt like I was hit by a truck. I flew back, hit the wall, and woke up here."
sábado, 2 de abril de 2016
Chapolin Colorado 2099 - Capítulo 2 - A Primeira Testemunha
(English version below)
Talvez eu tenha mencionado que os deuses são moldados pela fé. Acreditava-se que os raios de Zeus atingiam seus alvos com a força de uma bomba atômica. O martelo de Thor Mjölnir não podia ser levantado por aqueles indignos de seu poder. E as armas mais poderosas do mundo podem muito bem ser um boné vermelho, alguns fones de ouvido e um martelo de plástico.
Os tempos mudam, mas algumas coisas nunca mudam. Noites de sexta-feira serão sempre noites de sexta-feira, enquanto existirem dias de semana e fins de semana, mesmo quando esses não acontecem às sextas-feiras. Um guarda de segurança estava se gabando com os seus amigos, que estavam falando sobre teorias da conspiração e lendas urbanas entre uma cerveja ou dez, "É verdade, eu juro! Eu poderia jurar sobre o túmulo de minha mãe. Ele era completamente comum, sabe? Apenas um menino com um boné e camisa vermelhos andando por aí. Desde que o Exército Popular da América assumiu uma grande parte da América Central e estabeleceu a União Americana, pessoas andando por aí com roupas vermelhas são um centavo uma dúzia. Você simplesmente não presta mais atenção depois de um tempo. Ele estava andando, e tropeçou em alguma coisa, a desenterrou, tirou o pó do martelo amarelo e foi embora normalmente. Eu esqueci completamente sobre ele até as histórias começarem a aparecer. Centenas de pessoas atravessam este lugar todos os dias e ninguém reparou nesse martelo. Eu estou aqui todos os dias, andei esse chão por anos, e eu nunca vi esse martelo. As pessoas dizem que o martelo o escolheu. Que era para ser assim. Eu não sei, mas as histórias são verdadeiras, tenho certeza disso. E foi assim que tudo começou ".
-----
I may have mentioned that gods are shaped by faith. Zeus' lightning bolts were believed to hit their targets with the power of an atomic bomb. Thor's hammer mjölnir could not be lifted by those unworthy of its power. And the most powerful weapons in the world may very well be a red cap, some earpieces and a plastic hammer.
Times may change, but some things never change. Friday nights will always be Friday nights, for as long as there are workdays and weekends, even when those don't happen on Fridays any longer. A security guard was boasting among his friends, who were talking about conspiracy theories and urban legends over a beer or ten, "It's true, I promise! I could swear on my mother's grave. He was completely undescript, you know? Just a boy with a red cap and shirt walking around. Since the America's People Army took over a great portion of Central America and established the American Union, people walking around with red clothes are a dime a dozen. You just don't pay attention anymore after a while. He was walking around, and stumbled on something, unearthed it, dusted the yellow hammer and went his merry way. I totally forgot about it until the stories start to go 'round. Hundreds of people cross this place every day and nobody noticed that hammer. I'm here every day, walked that ground for years, and I have never seen that hammer. People say that the hammer choose him. That it was meant to be. I don't know, but the stories are true, I am sure of it. And that's how it all started."
Talvez eu tenha mencionado que os deuses são moldados pela fé. Acreditava-se que os raios de Zeus atingiam seus alvos com a força de uma bomba atômica. O martelo de Thor Mjölnir não podia ser levantado por aqueles indignos de seu poder. E as armas mais poderosas do mundo podem muito bem ser um boné vermelho, alguns fones de ouvido e um martelo de plástico.
Os tempos mudam, mas algumas coisas nunca mudam. Noites de sexta-feira serão sempre noites de sexta-feira, enquanto existirem dias de semana e fins de semana, mesmo quando esses não acontecem às sextas-feiras. Um guarda de segurança estava se gabando com os seus amigos, que estavam falando sobre teorias da conspiração e lendas urbanas entre uma cerveja ou dez, "É verdade, eu juro! Eu poderia jurar sobre o túmulo de minha mãe. Ele era completamente comum, sabe? Apenas um menino com um boné e camisa vermelhos andando por aí. Desde que o Exército Popular da América assumiu uma grande parte da América Central e estabeleceu a União Americana, pessoas andando por aí com roupas vermelhas são um centavo uma dúzia. Você simplesmente não presta mais atenção depois de um tempo. Ele estava andando, e tropeçou em alguma coisa, a desenterrou, tirou o pó do martelo amarelo e foi embora normalmente. Eu esqueci completamente sobre ele até as histórias começarem a aparecer. Centenas de pessoas atravessam este lugar todos os dias e ninguém reparou nesse martelo. Eu estou aqui todos os dias, andei esse chão por anos, e eu nunca vi esse martelo. As pessoas dizem que o martelo o escolheu. Que era para ser assim. Eu não sei, mas as histórias são verdadeiras, tenho certeza disso. E foi assim que tudo começou ".
-----
I may have mentioned that gods are shaped by faith. Zeus' lightning bolts were believed to hit their targets with the power of an atomic bomb. Thor's hammer mjölnir could not be lifted by those unworthy of its power. And the most powerful weapons in the world may very well be a red cap, some earpieces and a plastic hammer.
Times may change, but some things never change. Friday nights will always be Friday nights, for as long as there are workdays and weekends, even when those don't happen on Fridays any longer. A security guard was boasting among his friends, who were talking about conspiracy theories and urban legends over a beer or ten, "It's true, I promise! I could swear on my mother's grave. He was completely undescript, you know? Just a boy with a red cap and shirt walking around. Since the America's People Army took over a great portion of Central America and established the American Union, people walking around with red clothes are a dime a dozen. You just don't pay attention anymore after a while. He was walking around, and stumbled on something, unearthed it, dusted the yellow hammer and went his merry way. I totally forgot about it until the stories start to go 'round. Hundreds of people cross this place every day and nobody noticed that hammer. I'm here every day, walked that ground for years, and I have never seen that hammer. People say that the hammer choose him. That it was meant to be. I don't know, but the stories are true, I am sure of it. And that's how it all started."
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Chapolin Colorado 2099 - Capítulo 1 - O Despertar
(English version below)
O mundo de 2099 era um lugar muito confuso. A queda dos EUA por volta do do meio do século seguido da 3ª Guerra Mundial resultou em um mundo diferente do que era no início do século 21. As pessoas olhavam para trás, naqueles anos, como dias mais simples, mesmo quando esses tempos eram tão complicados, se não mais, mas aqueles dias estavam no passado e estes eram agora. O terrorismo era galopante, infra-estrutura vital era mantida segura por exércitos com uma vigilância ostensiva e perene, mas todo o resto era alvo. A imprensa livre não existia mais devido ao medo de represálias de uma variedade de grupos terroristas, religiosos e políticos igualmente, e exceto por notícias patrocinadas pelo governo, selecionadas e politicamente motivadas, ninguém sabia muito do que estava acontecendo ao redor do mundo além do seu próprio bairro. Diante de tais circunstâncias sombrias, muitos começaram a se perguntar quem poderia defendê-los?
Existe uma coisa que as pessoas não sabem sobre deuses. Elas retiram muita do seu poder a partir de seus adoradores, eles são realmente feitos da própria fé. Devido a isso, a sua própria existência e definição decorre da forma como os seus adoradores os vêem. Pode-se citar o exemplo do Cupido. Uma vez reconhecido como a própria essência do amor em si, mas no início do século 21 ele era mais comumente lembrado como um bebê nu, com pequenas asas e arco que atirava setas do coração que faziam as pessoas se apaixonarem umas com os outras. Se adoradores de uma deidade a vissem como nada mais do que desenho animado infantil, ele poderia tornar-se até isso.
Até que alguém encontre evidência de algo mais.
Tudo começou a mudar quando um adolescente encontrou um martelo de plástico amarelo.
-----
The world of 2099 was quite a messy place. The fall of the USA near the middle of the century followed by the World War III resulted in a world unlike what it was in the beginning of the 21st century. People looked back at those years as simpler days, even though those times were just as complicated, if not more, but those were in the past and this was now. Terrorism was rampant, vital infrastructure was kept safe by armies with an ostensible and perene vigilance but everything else was very much fair game. Free press was no more due to fear of reprisal from a multitude of terrorist groups, religious and political alike, and except for selected and politically motivated government sponsored news, nobody knew much of what was happening around the world farther than their own city block. Faced with such bleak circumstances, many began to wonder who could possibly defend them?
There is one thing that people do not know about gods. They derive much of their power from their worshipers, they are actually made of faith itself. Because of this, their very existence and definition stems from the way their worshipers see them. One could cite the example of the Cupid. Once recognized as the very essence of love itself, by the beginning of the 21st century he was mostly remembered as a naked baby with little wings and bow that shot heart arrows that made people fall in love with each other. If a deity's worshipers saw it as nothing more than a children's cartoon, it could become even that.
Until someone finds evidence of something more.
It all began to change when a teenager found an yellow plastic hammer.
O mundo de 2099 era um lugar muito confuso. A queda dos EUA por volta do do meio do século seguido da 3ª Guerra Mundial resultou em um mundo diferente do que era no início do século 21. As pessoas olhavam para trás, naqueles anos, como dias mais simples, mesmo quando esses tempos eram tão complicados, se não mais, mas aqueles dias estavam no passado e estes eram agora. O terrorismo era galopante, infra-estrutura vital era mantida segura por exércitos com uma vigilância ostensiva e perene, mas todo o resto era alvo. A imprensa livre não existia mais devido ao medo de represálias de uma variedade de grupos terroristas, religiosos e políticos igualmente, e exceto por notícias patrocinadas pelo governo, selecionadas e politicamente motivadas, ninguém sabia muito do que estava acontecendo ao redor do mundo além do seu próprio bairro. Diante de tais circunstâncias sombrias, muitos começaram a se perguntar quem poderia defendê-los?
Existe uma coisa que as pessoas não sabem sobre deuses. Elas retiram muita do seu poder a partir de seus adoradores, eles são realmente feitos da própria fé. Devido a isso, a sua própria existência e definição decorre da forma como os seus adoradores os vêem. Pode-se citar o exemplo do Cupido. Uma vez reconhecido como a própria essência do amor em si, mas no início do século 21 ele era mais comumente lembrado como um bebê nu, com pequenas asas e arco que atirava setas do coração que faziam as pessoas se apaixonarem umas com os outras. Se adoradores de uma deidade a vissem como nada mais do que desenho animado infantil, ele poderia tornar-se até isso.
Até que alguém encontre evidência de algo mais.
Tudo começou a mudar quando um adolescente encontrou um martelo de plástico amarelo.
-----
The world of 2099 was quite a messy place. The fall of the USA near the middle of the century followed by the World War III resulted in a world unlike what it was in the beginning of the 21st century. People looked back at those years as simpler days, even though those times were just as complicated, if not more, but those were in the past and this was now. Terrorism was rampant, vital infrastructure was kept safe by armies with an ostensible and perene vigilance but everything else was very much fair game. Free press was no more due to fear of reprisal from a multitude of terrorist groups, religious and political alike, and except for selected and politically motivated government sponsored news, nobody knew much of what was happening around the world farther than their own city block. Faced with such bleak circumstances, many began to wonder who could possibly defend them?
There is one thing that people do not know about gods. They derive much of their power from their worshipers, they are actually made of faith itself. Because of this, their very existence and definition stems from the way their worshipers see them. One could cite the example of the Cupid. Once recognized as the very essence of love itself, by the beginning of the 21st century he was mostly remembered as a naked baby with little wings and bow that shot heart arrows that made people fall in love with each other. If a deity's worshipers saw it as nothing more than a children's cartoon, it could become even that.
Until someone finds evidence of something more.
It all began to change when a teenager found an yellow plastic hammer.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
De Milo para os Homens
(Tradução com permissão do autor. Assista ao debate completo, em Inglês, aqui.)
"Eu quero me dirigir aos homens na audiência, me desculpem madames, eu amo vocês, mas isto é para os meninos. A pergunta colocada diante de nós hoje foi se nós alcançamos uma era de igualdade de gêneros. Eu não creio que sim. Nós fomos longe demais com a igualdade de gêneros, e muito, e os homens de sua geração serão as vítimas primárias desta era. No ensino fundamental você experimentará um sistema que luta contra meninos. Suas provas serão primariamente modulares, e não lineares, um sistema que favorece meninas. Seus professores tentarão controlar seu comportamento impetuoso ou diagnosticá-lo como uma doença, marcando você como um “jovem delinqüente” pelas suas travessuras ou como “bullying” a sua conversa agressiva típica de um adolescente. Provocação é, afinal, como homens criam vínculos entre si.
Suas semelhantes do sexo feminino serão encorajadas a cada passo de sua jornada educacional. Elas serão incentivadas a seguir carreira em Ciência e Tecnologia. Elas receberão – em abundância, de fato – auxílios e presentes e prêmios e encorajamento. E quando elas finalmente se candidatarem para tais empregos, você será discriminado, pois ela é uma garota e você não. Você não receberá nada. Não existem programas de assistência para homens. A sugestão de se criar um Escritório de Assuntos Masculinos na Universidade de York foi recebida com risadas pelo sindicato estudantil. Na Universidade, você será informado de que você é um estuprador em potencial, e que será obrigado a assistir a aulas sobre consentimento. Seu amor e afeição natural pelas mulheres serão neutralizados. Você terá de fazer uma escolha impossível; suprimir o seu interesse romântico natural pelas mulheres, ou arriscar uma acusação de estupro ou de assédio sexual. E se você tentar lutar contra esse ambiente injusto e hostil, você será perseguido por turbas raivosas de lunáticos politicamente corretos, assim como que pelo pleno poder da mídia.
Quando os seus estudos terminarem, você entrará em um mercado de trabalho que está contra você. Empresas são pressionadas de todas as formas a contratar mulheres, e você estará em uma desvantagem de 2 para 1 se a sua carreira é na área de Ciência e Tecnologia, e potencialmente pior nas outras. E se você conseguir o emprego, apenas uma acusação de um comentário inapropriado, ou mesmo uma alegação de tal, sem qualquer prova, pode destruir a sua carreira para sempre.
Apesar de tudo isso, eu não estou preocupado com você, por que você é homem. Os obstáculos incalculáveis, intoleráveis, impossíveis colocados diante de você estão aí precisamente para serem superados. E superá-los é o que homens fazem de melhor. É da natureza do homem continuar lutando contra as chances impossíveis. Fazemos isso na guerra, fazemos isso em todo tipo de coisas, e faremos isso aqui. Por toda a sua educação, você foi alimentado com uma visão horrível do que o homem fez através dos séculos. Você foi ensinado que os homens brancos e heterossexuais são piores que os Nazistas. Você não terá sido ensinado nada de bom sobre o seu sexo, a sua raça ou a sua orientação sexual, mas eu vou contar a você uma coisa boa, e é essa: se o Patriarcado existe, mulheres deveriam ser gratas. Foi o que nos levou ao espaço, o que constrói estradas, o que construiu a Internet, o que protege e provê para as mulheres. Se ele existe, graças a Deus que existe! Com sua força e determinação, homens domesticaram o selvagem. Homens construíram cidades e as muralhas ao redor. Eles construíram os prédios em que estamos. A sua curiosidade nos levou a explorar os oceanos, a sua engenhosidade nos permitiu alcançar a Lua. E sempre que o Feminismo se levanta e tenta ridicularizar vocês, diminuir vocês pelo que vocês são e, vocês sabem... É interessante, tipo, eu ia dar um discurso nesta universidade, certo, e eu fui chamado por uma interlocutora de “troll”, e ela disse que iria diminuir a instituição me receber. Quando ela falou sobre um artigo no Sunday Times por um jornalista respeitado, ela tentou demonizá-lo embora ele não esteja aqui para se defender. Ela disse: “Martin Daubney é uma pessoa desagradável”. Martin Daubney é um amigo íntimo meu. Ele é uma pessoa fantástica. Ele passou os últimos cinco anos da vida dele lutando em prol dos direitos dos homens e meninos. Mas, isto é o que elas fazem. Não prestem atenção a isso. Não dê-em ouvidos a isso.
Nós não estamos em uma era de igualdade de gêneros. Mulheres brancas heterossexuais no Ocidente são a classe mais privilegiada que existiu em toda a história da espécie humana. Mas ficaremos bem." - Milo Yiannopolous, Novembro de 2015.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
A Parábola do Bom Marxista
(Original por Vox Day aqui. Tradução e livre adaptação por Leahn Novash.)
Um homem estava indo pela estrada de Jerusalém a Damasco quando foi atacado por assaltantes. Eles roubaram de tudo, até mesmo suas roupas, o espancaram e o deixaram ali semi-morto.
Uma petista que ia pela mesma estrada viu o homem, passou pelo outro lado da estrada, dizendo a si mesma que alguém já devia ter chamado o SAMU, ou a polícia. Ela se sentiu muito mal sobre o que aconteceu e então tirou uma foto do homem e mandou no grupo do WhatsApp para todas as suas amigas, onde elas comentaram sobre o assunto, e pelo resto do dia ela foi o centro das atenções.
Um peessedebista passou pela mesma estrada e viu o homem, passou pelo outro lado, dizendo a si mesmo que se o homem precisava de ajuda, que procurasse o SUS. Provavelmente ele votou no PT, e se o PT não fosse corrupto, o dinheiro dos altos impostos que ele pagava seriam mais do que suficientes para que fosse atendido em um hospital público. Ele tirou uma foto e foi pelo seu caminho pensando em qual legenda ele iria colocar na foto para dizer que aquilo tinha sido culpa da Dilma.
Mas um Marxista, viajando, passou pelo homem, e quando o viu, reconheceu imediatamente isso como sendo um problema causado pelo racismo, sexismo e homofobia institucionalizados existentes na cultura patriarcal opressora de minorias brasileira, e ficando com pena dos assaltantes que foram forçados por uma sociedade injusta a roubar para sobreviver, convidou-os para viver em uma casa que estava para alugar em seu bairro, e então iniciou uma campanha no Facebook para arrecadar donativos para pagar pela alimentação, aluguel e despesas dos assaltantes.
Quando as casas na vizinhança começaram a ser assaltadas quando as pessoas não estavam em casa, os carros roubados, os muros pichados, e os assaltantes começaram a formar gangues e vender drogas nas escolas, o Marxista disse a todos que eles eram vítimas da sociedade, que devíamos lembrar que eles eram humanos e tinham direitos, que eles deviam se envergonhar de seus privilégios de brancos opressores (mesmo quando muitos deles nem mesmo eram brancos) e que tinham uma obrigação moral de compensar aquelas pessoas por todos os atos cruéis praticados pelos brancos contra os negros durante a história de nosso país (mesmo quando muitos dos assaltantes nem mesmo eram negros).
Eventualmente, aqueles que podiam se mudar, incluindo o próprio Marxista, se mudaram para bairros menos violentos, ou condomínios fechados,
O que aconteceu ao homem que foi assaltado, ninguém sabe. É apenas estatística.
Um homem estava indo pela estrada de Jerusalém a Damasco quando foi atacado por assaltantes. Eles roubaram de tudo, até mesmo suas roupas, o espancaram e o deixaram ali semi-morto.
Uma petista que ia pela mesma estrada viu o homem, passou pelo outro lado da estrada, dizendo a si mesma que alguém já devia ter chamado o SAMU, ou a polícia. Ela se sentiu muito mal sobre o que aconteceu e então tirou uma foto do homem e mandou no grupo do WhatsApp para todas as suas amigas, onde elas comentaram sobre o assunto, e pelo resto do dia ela foi o centro das atenções.
Um peessedebista passou pela mesma estrada e viu o homem, passou pelo outro lado, dizendo a si mesmo que se o homem precisava de ajuda, que procurasse o SUS. Provavelmente ele votou no PT, e se o PT não fosse corrupto, o dinheiro dos altos impostos que ele pagava seriam mais do que suficientes para que fosse atendido em um hospital público. Ele tirou uma foto e foi pelo seu caminho pensando em qual legenda ele iria colocar na foto para dizer que aquilo tinha sido culpa da Dilma.
Mas um Marxista, viajando, passou pelo homem, e quando o viu, reconheceu imediatamente isso como sendo um problema causado pelo racismo, sexismo e homofobia institucionalizados existentes na cultura patriarcal opressora de minorias brasileira, e ficando com pena dos assaltantes que foram forçados por uma sociedade injusta a roubar para sobreviver, convidou-os para viver em uma casa que estava para alugar em seu bairro, e então iniciou uma campanha no Facebook para arrecadar donativos para pagar pela alimentação, aluguel e despesas dos assaltantes.
Quando as casas na vizinhança começaram a ser assaltadas quando as pessoas não estavam em casa, os carros roubados, os muros pichados, e os assaltantes começaram a formar gangues e vender drogas nas escolas, o Marxista disse a todos que eles eram vítimas da sociedade, que devíamos lembrar que eles eram humanos e tinham direitos, que eles deviam se envergonhar de seus privilégios de brancos opressores (mesmo quando muitos deles nem mesmo eram brancos) e que tinham uma obrigação moral de compensar aquelas pessoas por todos os atos cruéis praticados pelos brancos contra os negros durante a história de nosso país (mesmo quando muitos dos assaltantes nem mesmo eram negros).
Eventualmente, aqueles que podiam se mudar, incluindo o próprio Marxista, se mudaram para bairros menos violentos, ou condomínios fechados,
O que aconteceu ao homem que foi assaltado, ninguém sabe. É apenas estatística.
Assinar:
Postagens (Atom)